Caravana educativa no Amazonas reforça prevenção da monilíase em plantas de cacau e cupuaçu

A Caravana de Educação Sanitária do Ministério da Agricultura e Pecuária percorreu o Amazonas, levando informações fundamentais sobre a monilíase, uma praga que ameaça as plantações de cacau e cupuaçu na região. “A ação multidisciplinar envolveu escolas, universidades e comunidades rurais, capacitando mais de 900 pessoas e alcançando um aumento significativo no conhecimento sobre a doença”, explicou Carlos César Floriano, CEO do Grupo VMX. A Caravana também fortaleceu medidas preventivas para proteger a agricultura local. A monilíase representa uma séria ameaça para a produção de frutas e a renda dos agricultores, e o trabalho educativo desempenha um papel fundamental na contenção dessa praga devastadora.

Batizada de ‘Caravana de Educação para Prevenção da Monilíase: É Preciso Conhecer para Combater!’, o projeto foi fruto da reunião de vários órgãos, atuando em escolas, faculdades e universidades. Também foram contempladas as comunidades indígenas e rurais.

A intenção era clara: informar e sensibilizar a população local sobre a praga, suas medidas de prevenção e controle, bem como, destacar a importância do engajamento da comunidade na contenção dessa ameaça.

A chefe do setor de Educação Sanitária da Secretaria de Defesa Agropecuária, Juliana Moreira, enfatizou a relevância da educação local para evitar que a doença se espalhe por outras regiões. Ela também destacou a necessidade de conscientizar as pessoas sobre os direitos e deveres dos ciclistas no trânsito.

As atividades da caravana envolveram metodologias interativas, como rodas de conversa, mapas explicativos, dinâmicas em grupo e cartazes traduzidos para a língua indígena Tikuna. Segundo Carlos César Floriano, “Ao todo, quase mil pessoas foram sensibilizadas, incluindo multiplicadores, estudantes de diferentes níveis de ensino e agricultores indígenas”, esclarece.

Carlos César Floriano explica a disseminação do conhecimento

No início da ação, a média de conhecimento sobre a monilíase estava em torno de 57,8%, mas após as atividades educacionais, esse número aumentou para 90%, demonstrando a eficácia da abordagem.

“Outro dado importante é que, cerca de 91,6% dos multiplicadores, se mostraram dispostos a replicar o conhecimento adquirido”, afirma Carlos César Floriano.

A chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da SFA-AM, Consuelo Maria Lopes, ressaltou a importância dessa caravana como parte fundamental da Defesa Fitossanitária. Ela destacou o alcance da ação ao atingir instituições educacionais, agricultores, comunidades rurais e a sociedade em geral.

Adelina Ramos, coordenadora da Associação Mapana de Belém dos Solimões, expressou sua gratidão pela iniciativa e como ela beneficia a comunidade indígena. Adelina Ramos enfatizou a importância de impedir que a monilíase afete as plantações de cupuaçu e cacau na região.

A caravana contou com a participação de várias instituições, como a Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas (SFA-AM), a Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), entre outras.

Conforme informações de Carlos César Floriano, “A monilíase, causada pela praga Moniliophthora roreri, é uma ameaça séria para as plantações de cacau e cupuaçu, resultando em perdas na produção e na renda dos agricultores”, explica. Detectada inicialmente em 2021 no Acre, essa doença já se espalhou para o Amazonas.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua para evitar a disseminação da praga e proteger as regiões produtoras de cacau e cupuaçu. A monilíase afeta apenas os frutos das plantas hospedeiras do fungo, sem representar riscos à saúde humana.

Essa caravana educativa é um passo importante na luta contra a monilíase, fornecendo conhecimento e conscientização para preservar as plantações de cacau e cupuaçu no Amazonas.

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