Consumo de café quente no Brasil é considerado o maior do mundo

Consumo de café quente no Brasil é considerado o maior do mundo

Conforme o relato dos historiadores, desde a época em que as cabras da região da Abissínia (atualmente Etiópia) comiam os frutos amarelo-avermelhados de uma planta desconhecida pela população da região, o café vem conquistando civilizações e recebendo diferentes preparações para os mais variados gostos. No território brasileiro, o consumo de café quente é considerado o maior do mundo. Se avaliarmos também a versão cold brew, ou seja, a versão extraída a frio, o Brasil ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas do consumo dos Estados Unidos, segundo Carlos César Floriano.

As características estimulantes do café foram observadas pela primeira vez no ano 800, seja consumindo o fruto diretamente ou mergulhando-o em água. No século XV, a espécie chegou ao norte da África e entrou no mundo árabe. Como o maior produtor de café da época, os árabes tomaram medidas para manter seu domínio na comercialização dos produtos, como vender apenas os grãos torrados.

Mas os holandeses romperam a barreira protetora e conseguiram contrabandear a fruta fresca para suas colônias asiáticas em Sumatra, no Ceilão, em Java e, depois. para as Antilhas Holandesas na América Central. Na Europa, o café foi originalmente utilizado como remédio para várias doenças e não foi usado como bebida até o século XVII. 

Dos antigos continentes à América do Sul, o café chegou às colônias europeias. Os militares holandeses trouxeram as mudas para o Suriname e, depois, a França para o território da Guiana Francesa. Alguns até dizem que as primeiras plantas no Brasil se originaram em Versalhes. 

Depois que Luís XIV plantou as mudas de café em Paris, elas foram trazidas para o território da Guiana pelo governo francês. O Sargento-Mor brasileiro, Francisco e Mello, trouxe as primeiras mudas e sementes de café do país vizinho em nome da resolução de disputas territoriais, por volta do ano de 1720 para Belém, no estado do Pará.

Devido às condições de clima, topografia e solo, em meados do século XIX, a cafeicultura se fortaleceu nos Vales do Rio Paraíba, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, dando início, desta maneira, a um novo ciclo econômico no Brasil. Com a entrada da produção no mercado internacional, o café tornou-se o principal produto de exportação do Brasil e é uma grande riqueza nacional há quase um século. Suas divisas contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, criando cidades e expandindo outros centros urbanos em Minas Gerais, em São Paulo, no Rio de Janeiro e interior do Paraná. 

No ano de 1850, o Brasil já era considerado o maior produtor mundial, respondendo por 40% da produção total. 

O Brasil permaneceu como o maior produtor mundial de café por mais de 150 anos. No geral, os dados do Sumário Executivo do Café registraram 47,7 milhões de sacas de café na safra dos anos de 2020 e 2021. Para o período de produção 2021/22, a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 55,7 milhões de sacas de 60 kg cada. Isso representa um aumento de 16,8% em relação ao período anterior, principalmente devido à natureza bienal do café arábica, que é um fenômeno fisiológico do cafeeiro, onde ocorre uma alternância, com uma safra que rende mais e a próxima safra rende menos produção.

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