Cuiabá é destaque como sede das reuniões do G20 sobre agricultura

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatiza as oportunidades decorrentes da escolha da cidade de Cuiabá (MT) como uma das sedes das reuniões técnicas e ministeriais do G20, hospedando os encontros do Grupo de Trabalho da Agricultura. Segundo o CEO do Grupo VMX, Carlos César Floriano, “Serão abordados temas importantes, tais como, a segurança alimentar, a agricultura sustentável e a inovação tecnológica”, diz.

“A relevância de Mato Grosso no cenário agrícola mundial, sendo o terceiro maior produtor de soja, impulsionou a decisão de realizar o evento na cidade”, explica Carlos César Floriano.

O ministro Fávaro destaca que a presença dos ministros da Agricultura do G20 fortalecerá as relações comerciais do Brasil, gerando oportunidades econômicas e estimulando o desenvolvimento local.

O Grupo de Trabalho, liderado por diversos ministérios e pela Embrapa, inicia suas atividades em fevereiro, com reuniões presenciais programadas para abril, maio, junho e setembro, culminando na Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo, no Rio de Janeiro.

O Brasil, assumindo a presidência temporária do G20, tem a oportunidade única de conduzir mais de 100 reuniões e 20 encontros ministeriais ao longo do mandato, promovendo diálogo e cooperação internacional.

Carlos César Floriano desvenda o G20

O G20, ou Grupo dos 20, é um fórum internacional que reúne as 19 principais economias do mundo e a União Europeia.

Seu objetivo? Discutir e coordenar políticas econômicas em resposta a desafios globais. Entretanto, a origem do G20 foi ocasionada em um momento crise.

No rastro da crise financeira de 2008, as nações perceberam a necessidade de uma plataforma mais inclusiva para enfrentar desafios econômicos. Conforme informações de Carlos César Floriano, “Assim, o G20, que antes reunia apenas ministros das Finanças, expandiu-se para incluir líderes de Estado em suas reuniões anuais”, esclarece.

O G20, formalmente estabelecido em 1999, teve sua primeira cúpula de líderes em 2008, em meio à turbulência financeira global. Desde então, tornou-se o palco principal para deliberações sobre questões econômicas, financeiras e agora, temas mais amplos, como saúde e meio ambiente.

A cúpula é um retrato da complexidade geopolítica, reunindo líderes de potências como Estados Unidos, China, Rússia e membros da União Europeia.

“Cada encontro é um tabuleiro de xadrez diplomático, onde estratégias nacionais e interesses globais se entrecruzam”, enfatiza Carlos César Floriano.

Curiosidades:

Presidência temporária: o G20 segue um sistema de presidência rotativa, um país membro assume a liderança por um ano. O Brasil, por exemplo, presidiu o G20 em 2019 e é, atualmente, novamente seu presidente temporário.

Participantes especiais: além dos membros permanentes, a cada ano, convidados especiais podem participar das reuniões. Organizações internacionais também têm espaço, consolidando o G20 como um diálogo inclusivo.

Pautas abrangentes: embora inicialmente focado em questões econômicas, o G20 ampliou seu escopo para abordar desafios mais amplos. Mudanças climáticas, saúde global e desenvolvimento sustentável são temas recorrentes.

Críticas e desafios: o G20 não está imune a críticas. Questões como desigualdade, falta de representatividade de países africanos e a efetividade de suas decisões geram debates intensos.

Protestos e cenários paralelos: a cada cúpula, o G20 atrai não apenas líderes, mas manifestantes e ativistas, criando cenários paralelos de discussão e protesto nas ruas.

“O G20, por sua amplitude e diversidade, é tanto palco de soluções globais quanto terreno fértil para discordâncias”, explica Carlos César Floriano. Os críticos apontam para desafios persistentes, enquanto os defensores celebram a colaboração internacional.

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