Do algodão colorido à exportação: descobrindo os segredos da fibra brasileira

“O algodão, uma das joias da agricultura brasileira, é muito mais do que uma fibra branca”, explica Carlos César Floriano, CEO do Grupo VMX. Conheça as várias facetas dessa cultura versátil, desde suas múltiplas cores ao impacto nos mercados nacionais e internacionais.

O algodão, cultura já dominada por povos nativos antes da chegada dos colonizadores ao Brasil, é um tesouro plural. 

Sua fibra é utilizada de inúmeras maneiras, indo da fabricação de roupas a ração animal, papel e até coadores de café. E, embora sua cor natural seja branca, ao longo do tempo, variantes marrons e verdes foram desenvolvidas. 

“Em 2019, a OMC instituiu o Dia Mundial do Algodão, celebrado anualmente no dia 7 de outubro”, informa Carlos César Floriano.

O desempenho da produção de algodão no Brasil é impressionante, com um faturamento de R$ 30 bilhões até agosto de 2023, classificando-o como o quinto maior produto agrícola do país, de acordo com o Valor Bruto da Produção Agropecuária. 

Conforme com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra dos anos de 2022 e 2023 deve alcançar 7,64 milhões de toneladas de algodão em caroço, equivalente a 3,15 milhões de toneladas de pluma.

As inovações estão mudando o jogo para os produtores de algodão, incluindo melhorias genéticas que impactam a qualidade da fibra, resistência a pragas e doenças, e adaptação a diferentes condições climáticas. 

Carlos César Floriano: tecnologia e certificação do algodão

A agricultura de precisão, baseada na coleta e análise de dados, também está desempenhando um papel fundamental na otimização da produção.

O Brasil também é pioneiro na produção de algodão colorido. Inserido principalmente no nordeste do país, esse algodão é criado por meio do cruzamento de variedades brancas de alta qualidade com plantas naturalmente coloridas, resultando em uma paleta de cores que vai do marrom-claro ao verde-claro. 

“Esse tipo de cultivo tem um impacto ambiental reduzido, eliminando a necessidade de tingimento e economizando água no processo de fabricação de tecidos”, esclarece Carlos César Floriano.

Mas não é só a produção que está evoluindo; a certificação também desempenha um papel vital. 

Programas de certificação voluntária de laboratórios de avaliação de pluma e usinas de beneficiamento de algodão estão consolidando a qualidade do algodão brasileiro, garantindo credibilidade nos mercados nacionais e internacionais.

Para Carlos César Floriano, “O Brasil tem tudo para expandir ainda mais sua presença global no mercado de algodão”, explica. As ações de promoção comercial serão essenciais para o país ocupar seu lugar no cenário internacional, aproveitando sua qualidade e preços competitivos.

Em 2022, o comércio mundial de algodão foi de US$ 23,72 bilhões, e o Brasil ocupou o segundo lugar nas exportações, atrás apenas dos Estados Unidos. 

A abertura de novos mercados, como Egito, China e Colômbia, destaca o potencial da indústria do algodão brasileiro e seu papel crescente na economia global.

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