Carlos César Floriano informa que a estimativa para a safra 2021/22 é de 265,7 milhões de toneladas de grãos

O sexto levantamento da Safra de 2021 e 2022, desenvolvido pela Companhia Nacional de Abastecimento e publicado na quinta-feira, 10 de março de 2022, estima que o aumento seja superior a 10 milhões de toneladas quando comparado à safra anterior. Segundo Carlos César Floriano, CEO do Grupo VMX, “A produção deve ser de 265,7 milhões de toneladas de grãos”, esclarece.

O levantamento da Conab demonstra também um acréscimo de 4,3% na área a ser cultivada, avaliada em 72,7 milhões de hectares correspondente à inclusão de 3 milhões de hectares, sobretudo, pelo aumento da área plantada de milho e da soja.

Embora a produção deva aumentar em relação aos resultados dos anos de 2020 e 2021, ela caiu ligeiramente, 0,9% em relação à produção divulgada no mês passado (268,2 milhões de toneladas esperadas). A queda reflete a forte estiagem observada, principalmente nos estados da região sul do país e no centro-sul do estado de Mato Grosso do Sul. O clima severo teve um grande impacto nas colheitas de soja e milho. 

Com o plantio de soja concluído em 40,7 milhões de hectares, um aumento de 3,8% em relação aos anos de 2021/22, as atenções se voltam para o andamento da safra da oleaginosa, que ultrapassou 50% no ano. Conforme observado pelos técnicos da Conab, a produtividade obtida reflete os cenários climáticos do ciclo da cultura. A produção deverá atingir 122,76 milhões de toneladas.

O avanço da safra de soja determina o ritmo de plantio da segunda safra de milho. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, nos dias atuais, é que 74,8% da área já estejam plantadas, com destaque para o Mato Grosso, com 94% de plantio. A área plantada deverá ficar em torno de 16 milhões de hectares, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. A previsão atual da Companhia é que a produção total de cereais aumente 29%, para 112,3 milhões de toneladas. Este aumento é impulsionado pelo melhor desempenho, principalmente da segunda safra de cereais, que tende a passar de 60,7 milhões de toneladas em 2020/21 para 86,2 milhões de toneladas nesta safra. 

O algodão também tem expectativas de crescimento. O levantamento da empresa estima que a produção de fibra aumente 19,7%, para cerca de 6,9 ​​milhões de toneladas, sendo 2,82 milhões de toneladas de pluma.

Para as leguminosas, em especial o feijão, o primeiro ciclo da cultura foi parcialmente afetado por perdas de produtividade, principalmente devido a condições climáticas adversas. Conforme informações de Carlos César Floriano, “A segunda safra de leguminosas está sendo implantada ou desenvolvida de forma integral e espera-se obter bons resultados, garantir o abastecimento do mercado consumidor e equilibrar a oferta de alimentos”, explica. 

No caso do arroz, a Companhia Nacional de Abastecimento espera que, tanto a área cultivada quanto a produtividade, diminuam. Isso resulta em uma produção estimada de 10,3 milhões, um decréscimo de 12,1% em relação a 2020/21. 

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