Mapa e Bancos estudam novas linhas de crédito para incentivar produtores rurais sustentáveis

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em preparação para o lançamento do Plano Safra 2023/2024, realizou uma reunião com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir formas de incentivar produtores rurais brasileiros que adotam práticas sustentáveis no agronegócio.

Uma das possibilidades debatidas foi a concessão de descontos para aqueles que efetuarem o pagamento de seus créditos rurais de forma pontual.

Carlos Fávaro anunciou que o Mapa elaborará uma resolução que viabilizará a operacionalização dos benefícios pelos bancos. As instituições privadas afirmaram que possuem perfis diferenciados no que se refere ao agronegócio, e que o modelo adotado não pode ser engessado para não dificultar a implementação de medidas de incentivo.

Fávaro enfatizou que medidas estruturais poderão ser adotadas no próximo ano e expressou o desejo de contar com o apoio da Febraban já no lançamento do próximo Plano Safra, que ocorrerá nas próximas semanas.

O ministro destacou a necessidade de recompensar os produtores que estão cumprindo sua parte, ressaltando que eles precisam ser reconhecidos.

No encontro, foram mencionadas tecnologias como o uso de bioinsumos e a prática da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que possibilitam uma produção mais sustentável.

O objetivo do Ministério da Agricultura e Pecuária é que todo o Plano Safra 2023/2024 esteja voltado para o Programa ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono), uma iniciativa que valoriza práticas sustentáveis na produção rural.

A Febraban sugeriu que o Mapa estabeleça diretrizes, mas que as instituições tenham autonomia para adotar métodos de controle.

Essas ações demonstram a importância crescente de práticas sustentáveis no agronegócio atual, em que a preservação ambiental é uma preocupação global.

O setor tem buscado conciliar a produção de alimentos com a preservação do meio ambiente, implementando iniciativas que visam a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

As cinco principais práticas sustentáveis no agronegócio são:

Agricultura de conservação: através do uso de técnicas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura vegetal, a agricultura de conservação busca reduzir a erosão do solo e preservar sua qualidade.

Uso eficiente de recursos hídricos: a escassez de água é um desafio global, e o agronegócio não está imune a essa questão. Portanto, o uso eficiente dos recursos hídricos é fundamental. Tecnologias como irrigação por gotejamento e monitoramento do consumo de água permitem uma utilização mais precisa e sustentável desse recurso vital.

Energias renováveis: a adoção de energias renováveis no agronegócio desempenha um papel fundamental na busca por práticas sustentáveis. A instalação de sistemas fotovoltaicos para geração de energia solar, o aproveitamento do biogás gerado a partir de resíduos orgânicos e o uso de biodiesel são exemplos de alternativas que reduzem a dependência de combustíveis fósseis e contribuem para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Integração de culturas e pecuária: a integração de culturas e pecuária busca otimizar o uso dos recursos disponíveis. Nesse sistema, a pecuária é realizada em áreas agrícolas, permitindo a reciclagem de nutrientes e reduzindo a necessidade de insumos externos. A rotação de pastagens e o manejo adequado dos animais contribuem para a sustentabilidade da atividade pecuária.

Certificações e rastreabilidade: a busca por certificações e a adoção de sistemas de rastreabilidade são cada vez mais comuns no agronegócio. Essas práticas permitem identificar e monitorar todo o processo produtivo, desde a origem dos insumos até o produto final. A certificação assegura a adoção de práticas sustentáveis e responsáveis, enquanto a rastreabilidade proporciona transparência e confiança ao consumidor, valorizando produtos que respeitam o meio ambiente e as questões sociais.

Essas cinco práticas sustentáveis representam um movimento importante dentro do agronegócio, demonstrando que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.

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