Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento inscreve 50 defensivos para a agricultura. Destes, 25 são biológicos e um é especialmente indicado contra a ‘mosca branca’

MAPA inscreve 50 defensivos para a agricultura

Foi divulgado no Diário Oficial da União do Brasil, na terça-feira, dia 30 de agosto de 2022, o Ato de número 38 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, que apresenta os apontamentos de 50 defensivos para a agricultura que estão efetivamente à disposição dos produtores brasileiros. Destes, 25 são produtos biológicos, dos quais, 9 são especialmente destinados para a utilização da lavoura orgânica.

Com a inscrição destes novos produtos, atualmente já são 69 itens de baixa toxicidade documentados no ano de 2022. Os itens de baixo impacto são essenciais para o agronegócio brasileiro, não somente em termos toxicológicos e ambientais, mas igualmente, para as culturas com base fitossanitárias não suficientes, pois esses itens são aprovados para pragas-alvo e devem ser indicados para qualquer tipo de lavoura.

Dentre as inovações dos itens biológicos, Cordyceps javanica, uma alternativa para o manejo de populações resistentes à mosca-branca, recebeu seu primeiro registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a utilização também aprovada para a lavoura orgânica.

Os fungos entopatogênicos são inimigos natural da mosca-branca e penetram diretamente nos insetos, sem precisar da ingestão, sendo ótimos aliados no controle deste tipo de pragas. 

Esses microrganismos, embora passem despercebidos para muitas pessoas na agricultura, atuam como inimigos naturais de pragas e doenças rurais.

A eficácia dos fungos entopatogênicos depende de um manejo correto e integrado de pragas e doenças, como aplicação de defensivos compatíveis e de forma equilibrada.

Mais um agente de controle biológico, o nematoide Heterorhabditis bacteriophora, possui apenas um produto no mercado e já está licenciado para uso em produtos para o controle de Spodoptera frugiperda e lagartas do castanheiro. Spodoptera frugiperda foi recentemente reconhecida como uma praga chave na agricultura brasileira e mundial.

Ainda para Spodoptera frugiperda, há o primeiro apontamento do nematoide entomopatogênico Steinernema carpocapsae, que tem sido indicado para o controle da mosca do fungo, a Bradysia matogrossensis, e do bicudo-da-cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), além do controle de lagartas de Spodoptera frugiperda.

Na lavoura orgânica, foram oferecidos nove novos itens, entre eles a vespinha parasita Tetraastichus howardi, a vespa parasitoide Telenomus podisi e os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, acrescentando novas opções para os cultivadores brasileiros.

Em termos de itens químicos inscritos, de maneira inédita, serão oferecidos aos agricultores do Brasil produtos formulados à base do princípio ativo Espiropidion. É um inseticida que vem sendo analisado desde o ano de 2018 e é indicado para o controle de pulgões, trips e mosca-branca em cultivos de algodão, feijão, soja e tomate.

Outros produtos utilizam ingredientes ativos previamente registrados no país. O registro de agrotóxicos genéricos é importante para reduzir a concentração de mercado e aumentar a concorrência, resultando em um comércio mais justo e menores custos de produção para a agricultura brasileira.

Todos os itens registrados são analisados e confirmados pelos órgãos encarregados pela saúde, meio ambiente e agricultura conforme as normas científicas e as melhores práticas internacionais.

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