Ministério da Agricultura adverte sobre doença sem cura da bananeira

Ministério da Agricultura adverte sobre doença sem cura da bananeira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma advertência para as suas superintendências nos estados para aumentar a fiscalização para o fungo fusariose raça 4 tropical da bananeira. A doença, que não possui cura, ainda não chegou ao território brasileiro, porém, existem relatos de casos confirmados na Colômbia no ano de 2019 e no Peru em 2020. 

Há pouco tempo, houve relatos de que a praga pode se espalhar para outras partes do Peru, bem como casos suspeitos e, ainda não confirmados de maneira oficial, para outros países que fazem fronteira com o Brasil. 

Na maior região produtora de banana do país, no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, foram realizadas ações de monitoramento e prevenção no primeiro semestre de 2022. No entanto, devido a essa nova advertência emitida no final de maio, os técnicos da Superintendência Federal de Agricultura (SFA-SP) decidiram ampliar a vigilância e fortalecer as providências preventivas.

A doença fusariose raça 4 tropical alcança as bananeiras por meio do solo, mudas, ferramentas de poda e implementos contaminados. Uma vez dentro da planta, as pragas podem entupir o recipiente de seiva, impedindo o fluxo de nutrientes e água.

 “Como resultado, as plantas secam, ficam amarelas e morrem. O fungo permanece no solo por mais de 40 anos, o que impede que novas culturas de banana possam ocorrer na área. Não existe nenhum tipo de controle químico no mundo que combata essa doença, nem variedade que resista a ela, por este motivo, a única forma de evitar danos maiores aos produtores é a prevenção”, explicou ao site oficial do Mapa, Wilson da Silva Moraes, engenheiro-agrônomo e fitopatologista, da SFA-SP.

Este fungo já atingiu diversos países, trazendo grandes prejuízos, tais como na Indonésia, no ano de 1990, na China em 1996, nas Filipinas no ano de 2008, na África no ano de 2013, em 2015 na Austrália e nos Estados Unidos. Neste mesmo ano, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou uma advertência internacional na tentativa de conter a propagação da doença fusariose. 

Cronograma 

De 5 a 8 de julho, a coleta das amostras será realizada nas regiões de Riolândia, Santo Antônio do Aracanguá, Getulina, Novo Horizonte e Colina. 

A meta é reforçar a investigação, iniciando em regiões que ainda não foram visitadas para as áreas já monitoradas, por exemplo, o Vale do Ribeira e o Planalto Paulista. A pesquisa será realizada em todas as cidades onde a banana é produzida comercialmente. 

Ainda no segundo semestre, a Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo promoverá palestras voltadas aos agricultores. Isso requer a participação de cooperativas, associações e sindicatos rurais. Estas atuações direcionadas devem ser realizadas nas regiões de Fernandópolis, Jales, Andradina, Assis, Avaré, São Bento do Sapucaí e Vale do Ribeira. 

Teste negativo 

Desde 2019, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento trabalha não apenas na prevenção e vigilância do fusariose raça 4 tropical, inclusive na prevenção e vigilância do Moko em bananas. Para isso realizará coletas para realizar testes no Vale do Ribeira, em Taubaté, em Jales, Fernandópolis, Andradina, em Assis, Avaré, Campinas e Aguaí.

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