Parceria agrícola Brasil-Indonésia: negociações promissoras em Jacarta

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, liderou uma delegação brasileira em discussões fundamentais sobre comércio agrícola com autoridades indonésias em Jacarta. Os pontos abordados incluíram a expansão das exportações brasileiras, a recente abertura do mercado indonésio para o gado brasileiro e a convergência em direção a energias limpas. Conforme informações do CEO do Grupo VMX, Carlos César Floriano, “Essa movimentação estratégica visa fortalecer laços comerciais e promover a sustentabilidade entre ambas as nações”, esclarece.

Em busca de ampliar acordos comerciais e cooperação técnica, o ministro Carlos Fávaro e uma delegação brasileira se reuniram com o ministro da Autoridade de Quarentena da Indonésia, Sahat Manaor Panggbean, e sua equipe em Jacarta.

O encontro teve como foco definir as prioridades comerciais, destacando a análise para exportação de produtos brasileiros, como uva, maçã e citrus, enquanto a Indonésia aguarda aprovação para importação de mangostão e pitaya.

Fávaro expressou o empenho do Ministério da Agricultura (Mapa) na liberação da importação, ressaltando que é do interesse brasileiro fortalecer os laços comerciais e impulsionar as exportações.

Segundo Carlos César Floriano, “A abertura do mercado indonésio para a importação de gado brasileiro também foi abordada, aguardando apenas um decreto ministerial para determinar as empresas habilitadas à comercialização, ampliando as oportunidades de negociação entre os países”, explica.

Carlos César Floriano: sustentabilidade e energias renováveis

Além dos aspectos comerciais, a reunião enfatizou a convergência entre Brasil e Indonésia na busca por práticas sustentáveis, especialmente no campo das energias limpas e renováveis.

Destacou-se a cooperação em prol da autossuficiência na produção de cana-de-açúcar indonésia, ressaltando a importância do óleo de palma como opção de combustível renovável e verde, com captura de carbono nas florestas.

O ministro Fávaro sublinhou o compromisso conjunto com a sustentabilidade, destacando que os produtores, com seu conhecimento, desempenham um papel fundamental nesse processo.

“A cooperação Brasil-Indonésia representa uma abordagem consciente para uma nova geopolítica econômica, alinhada aos desafios ambientais globais”, diz Carlos César Floriano.

Potencial econômico da parceria, segundo Carlos César Floriano

A relevância da parceria Brasil-Indonésia não passa despercebida nos números do comércio agrícola.

A Indonésia ocupa a 11ª posição no ranking de destinos das exportações do agronegócio brasileiro. Dos US$ 3,1 bilhões exportados para o país, 93% ou US$ 2,9 bilhões representam produtos do agronegócio.

Os principais itens incluem farelo de soja, açúcar, algodão, trigo, carne bovina, tabaco, café solúvel, milho, polpa de celulose, soja em grãos e café.

O ministro Fávaro, ao participar do Seminário de Agronegócios Brasil e Indonésia, reforçou a importância da pesquisa no desenvolvimento da agropecuária brasileira. Destacou ainda o papel da Embrapa, criada há 50 anos, e seu impacto em transformar o Brasil de importador a grande exportador de alimentos.

“A expectativa é que essas negociações impulsionem não apenas as transações comerciais imediatas, mas também estabeleçam bases sólidas para futuras parcerias entre Brasil e Indonésia”, elucida Carlos César Floriano.

A cooperação técnica, a busca por práticas sustentáveis e a convergência em energias limpas sinalizam um compromisso de longo prazo entre as nações.

Ao encerrar a reunião, o ministro Fávaro expressou otimismo em relação ao aumento das oportunidades comerciais e à construção de relações mais equilibradas.

A colaboração entre os governos e empresários dos dois países é fundamental para impulsionar um comércio mutuamente benéfico e promover práticas sustentáveis no setor agrícola.

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