PIB do Agronegócio cresceu 0,53% no 1º semestre de 2019

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O País começa a dar sinais que está saindo de um processo recesso com as notícias da movimentação econômica do primeiro semestre. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e com a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), apresentou redução de 0,8% em junho. Ainda assim, no acumulado do ano (de janeiro a junho), o resultado se manteve positivo, com alta de 0,53%.

Carlos Cesar Floriano acredita em melhora econômica 

Para Carlos Cesar Floriano, CEO do Grupo VMX, o cenário é otimista. “Acreditamos que o agronegócio tem muito a crescer. O cenário de novos investimento começa a ser promissor”, avalia. 

Em junho, a retração no PIB do agronegócio refletiu as quedas para os segmentos primário (-0,55%), agroindustrial (-0,86%) e de agrosserviços (-1,03%). Já o segmento de insumos, seguindo a tendência observada desde o início do ano, manteve crescimento em junho, de 0,23%. No acumulado do primeiro semestre, insumos (7,26%), agroindústria (1,26%) e agrosserviços (0,65%) cresceram, mas o segmento primário recuou (-2,04%). “Pretendemos manter os investimentos do grupo em andamento visando uma retomada da economia”, acresenta. 

Agroindústria 

O ramo agrícola registrou baixa em junho (-0,74%) e também no acumulado de janeiro a junho (-0,97%). No mês, apenas os insumos agrícolas cresceram (0,68%), e os segmentos primário, agroindustrial e de agrosserviços apresentaram reduções, de 1,2%, 0,62% e 0,73%, respectivamente. Já no acumulado do semestre, além dos insumos, que subiram expressivos 9,08%, a agroindústria também manteve alta, de 1,09%. Já o segmento primário agrícola acumulou redução de 7,71% no período, influenciando negativamente o resultado dos agrosserviços, que foi de redução em 0,16%. Como destacado em relatórios anteriores, o PIB do segmento primário agrícola segue pressionado por menores preços e por elevação dos custos de produção.

Pecuária 

Com relação ao ramo pecuário, houve redução de 0,93% em junho. No mês, houve alta para o segmento primário (0,83%), mas reduções para os demais segmentos, de 0,80% para insumos, de 1,83% para a agroindústria e de 1,72% para os agrosserviços. Já no acumulado de janeiro a junho, o ramo pecuário registrou alta importante de 4,65%, com crescimento para todos os segmentos e destaque para o primário (10%). Para insumos, agroindústria e agrosserviços, as elevações no período foram de 3,32%, 1,99% e 2,66%, respectivamente.

No caso do segmento primário da pecuária, preços altos vêm sendo alcançados em 2019, com elevações importantes principalmente para frango, suínos e leite. Esse cenário, aliado a um aumento também da produção, explica o crescimento do PIB, mesmo diante de aumento dos custos de produção.