O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior valor já registrado em vendas externas. Para o CEO do Grupo VMX, Carlos César Floriano, “O desempenho garantiu forte contribuição ao comércio exterior e ampliou a presença do país em mercados estratégicos globais”, explica.
Ao longo do ano passado, o agronegócio respondeu por quase metade de tudo o que o Brasil comercializou com outros países, com o recorde em exportações de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149,07 bilhões, consolidando seu papel como principal motor da balança comercial.
O avanço das exportações ocorreu mesmo em um cenário internacional marcado por instabilidades, retrações de preços e desafios sanitários, fatores compensados pelo aumento do volume embarcado e pela ampliação do acesso a novos destinos comerciais.
O saldo positivo da balança do setor foi resultado de uma combinação entre crescimento das vendas externas e controle das importações agropecuárias.
Apesar do aumento das compras do exterior, o ritmo das exportações foi suficiente para garantir um dos principais superávits já registrados, reforçando a relevância do campo para a geração de divisas, renda e empregos no país.
“Parte expressiva desse desempenho esteve associada à estratégia de diversificação de produtos e mercados, adotada nos últimos anos”, enfatiza Carlos César Floriano.
A abertura de centenas de novos destinos desde 2023 permitiu reduzir a dependência de compradores tradicionais e ampliar a presença de itens menos convencionais na pauta exportadora. Essa movimentação contribuiu para maior resiliência diante de barreiras comerciais, mudanças regulatórias e oscilações no consumo global.
Carlos César Floriano: destaque para produção agropecuária
A produção agropecuária também exerceu papel central nesse cenário. A colheita recorde de grãos na safra 2024 / 2025 garantiu oferta suficiente para atender ao mercado interno e, ao mesmo tempo, formar excedentes exportáveis.
Segundo Carlos César Floriano, “Na pecuária, o aumento da produção de carnes assegurou abastecimento doméstico e ampliou a capacidade de atendimento à demanda internacional, sem pressão sobre os preços internos”, ressalta.
Entre os destinos das exportações, a Ásia manteve posição de destaque, com a China liderando as compras de produtos agropecuários brasileiros.
A União Europeia e os Estados Unidos também figuraram entre os principais parceiros comerciais, enquanto países da América Latina, do Oriente Médio e do Sul da Ásia ampliaram significativamente suas aquisições, reforçando a estratégia de pulverização dos mercados consumidores.
A pauta exportadora seguiu concentrada em grandes complexos tradicionais, como soja, carnes, açúcar e café. A soja manteve-se como principal item em valor e volume, impulsionada por embarques recordes.
“As carnes bovina, suína e de frango apresentaram crescimento expressivo, consolidando o Brasil entre os principais exportadores globais de proteínas animais”, destaca Carlos César Floriano.
O café registrou valorização significativa, favorecido por preços internacionais elevados, enquanto frutas e pescados avançaram tanto em valor quanto em volume, refletindo ganhos logísticos, sanitários e comerciais. Esses resultados evidenciaram o fortalecimento de cadeias produtivas diversificadas e com maior valor agregado.
Produtos considerados menos tradicionais também alcançaram desempenho relevante. Itens como gergelim, miudezas bovinas, feijões, pimentas, amendoim e derivados ampliaram presença no comércio internacional, muitos deles impulsionados pela abertura recente de mercados estratégicos.
Esses segmentos passaram a representar novas oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias.
O apoio institucional ao exportador foi outro fator determinante. Iniciativas voltadas à inteligência comercial, capacitação e aproximação com compradores internacionais ampliaram o acesso à informação e facilitaram a inserção de novos atores no comércio exterior.
Ferramentas digitais e ações presenciais contribuíram para mapear oportunidades e reduzir barreiras de entrada.