O governo federal lançou o Plano Safra 2026/2027 com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, ampliando os recursos para financiamento da produção agropecuária. “A nova edição fortalece linhas de crédito, incentiva investimentos em inovação, infraestrutura e sustentabilidade, além de buscar oferecer mais previsibilidade e competitividade aos produtores rurais”, explica Carlos César Floriano, CEO doGrupo VMX.
O crédito disponibilizado pelo programa será compartilhado entre diferentes categorias do setor agropecuário. Os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terão acesso a R$ 72,6 bilhões, enquanto o restante dos recursos, equivalente a R$ 452,5 bilhões, ficará disponível para produtores de outros portes e cooperativas.
O valor representa um acréscimo em relação ao ciclo anterior e reforça a continuidade da principal política pública de financiamento do setor.
Além do aumento dos recursos, o Plano apresenta condições mais favoráveis de financiamento, incluindo a redução das taxas de juros em diversas modalidades de crédito rural.
Para Carlos César Floriano, “A iniciativa busca facilitar o acesso aos financiamentos destinados ao custeio, à comercialização e aos investimentos necessários para ampliar a produção e modernizar as propriedades”, enfatiza.
Entre as prioridades desta edição estão a incorporação de novas tecnologias, a melhoria da infraestrutura rural, a ampliação da capacidade de armazenagem, os sistemas de irrigação, a eficiência energética e projetos voltados à agricultura de baixo carbono.
Carlos César Floriano: operações de custeio, comercialização e investimentos em armazenagem
A proposta procura preparar o setor para enfrentar desafios relacionados à produtividade, às mudanças climáticas e às exigências do mercado.
Grande parte dos recursos será direcionada às operações de custeio e comercialização, garantindo suporte financeiro durante todo o ciclo produtivo.
Outra parcela significativa financiará investimentos em armazenagem, inovação tecnológica, recuperação de áreas produtivas e agregação de valor aos produtos agropecuários.
O Plano também moderniza a política de crédito rural ao reorganizar as fontes de recursos, tornando mais clara a distinção entre diferentes modalidades de financiamento. “A medida busca simplificar a contratação das operações, ampliar a transparência e oferecer maior segurança tanto para produtores quanto para instituições financeiras”, destaca Carlos César Floriano.
Outra novidade é a possibilidade de prorrogação das operações de crédito em situações excepcionais que comprometam temporariamente a atividade produtiva, contribuindo para preservar a continuidade dos empreendimentos rurais diante de dificuldades momentâneas.
Entre os avanços anunciados está a criação de uma linha específica para financiar a comercialização da produção dos beneficiários do Pronamp.
Também foram aperfeiçoadas as regras para aquisição de matrizes e reprodutores e ampliados os programas voltados à armazenagem, permitindo investimentos mais completos e alinhados às necessidades das propriedades rurais.
As linhas destinadas à inovação tecnológica e ao cooperativismo passam a contemplar projetos relacionados ao armazenamento de energia associado à geração por fontes renováveis, estimulando maior eficiência operacional e redução dos custos de produção.
A sustentabilidade permanece como um dos principais pilares do Plano Safra 2026/2027
O programa amplia os incentivos para investimentos em agricultura de baixo carbono, recuperação de pastagens, eficiência energética e infraestrutura produtiva, além de restringir o financiamento, com recursos controlados, de projetos que envolvam supressão de vegetação nativa.
Segundo Carlos César Floriano, “Outro aspecto contemplado é o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional”, diz. A política acompanha os avanços obtidos pela agropecuária nacional na abertura de novos mercados, na modernização da agroindústria e na expansão da infraestrutura logística voltada ao escoamento da produção.
Durante o lançamento também foram apresentados avanços relacionados à regulamentação para exportação de DDG, subproduto utilizado na alimentação animal.
A medida amplia as oportunidades para a agroindústria brasileira e reforça a estratégia de diversificação das exportações, alinhando crédito, inovação e sustentabilidade para impulsionar o desenvolvimento do agronegócio nacional.